Eu vejo livros, eu vejo apertados em seus espaços limitados o videogame, a tevê e o aparelho de DVD. Eu vejo as revistas do mês, mais revistas em caixas, os DVDs, os livros. Vejo o notebook, bonecos de filmes e de desenhos, tênis e sapatos escondidos, pastas, revistas, livros.
Eu vejo a marca preta na parede que o skate do meu amigo produziu, vejo minha beagle dormindo na cama altíssima para um cão tão pequeno, mas capaz de alcançar o dobro em um pulo. Vejo canetas, cadernos, mais algumas canetas, a luminária. O pôster de cerveja que está mais para as Campbell’s Soup Cans de Andy Warhol do que qualquer outra coisa.
O carpete que cingiu minha infância, adolescência e fase adulta. Confortável. Obrigado, carpete. As paredes um dia lotadas de balõezinhos, hoje de um verde calmante. E a janela. É sempre uma interessante janela.
Festinhas, amigos, refrigerante, amigos. As emoções em conjunto do videogame. Meus velhos amigos, conversando, rindo e eu observando-os descansado e contente. Também vejo, arrependido, quando briguei com um amigo dos mais antigos.
O sono, a insônia, a programação insossa da madrugada, as leituras fora de hora. Os sonhos que tive acordado, inconsciente. As surpresas materiais que me deixaram vez e outra, inesquecíveis. As pessoas que sentaram na cama para conversar. Inesquecíveis.
Vejo músicas, as roupas na cama, as arrumações constantes. As elucubrações minhas que atrasam afazeres do momento. Quando chego suado, cansado, tirando a roupa, jogando-a ou dobrando-a. Movimento. Parece sempre em movimento.
Meu crescimento, minhas fases, meus humores, meus medos, minhas experiências.
Eu amo meu quarto. Me vejo nele.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Do teto ao carpete
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1 comentários:
Fase adulta, humbaz? Falou, vovozinho
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