Ela disse tchau
E não vou me esquecer.
Foi singelo, singular,
Foi um abraço modesto
sem braço,
Com a palavra.
Que seja inconstante,
Mas é compreensível
desejar parar naquele instante.
Não foi adeus,
E não incomoda a despedida banal.
Porque sua voz terna
a minha mente reteu descaradamente.
Esse torpor é típico.
É humano, biológico, normal.
Ainda assim, irracional.
Por que me atrairia a mais indiferente e casual?
E mesmo se inatingível for,
quero ouvi-la sempre.
Quero o som rotineiro do "a gente se vê".
Quero você.
Tchau!
2 comentários:
Que bonitchinho.
muito bom mano
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