A entrada é deliciosa. Alta, imponente e convidativa, todo o carpete charmoso me chamando para sentar e viajar. O odor da limpeza tem disso.
No computador consultei vários deles, mas nada como tê-los presentes e expostos. Alguns humildes, escondidos lá embaixo, abro e sinto novidade, uma certa esperança, um convite a levá-los comigo para a cama, talvez ao banheiro.
Uns mais diretos, outros misteriosos, todos flertando com minha ignorância.
Desvendo-os, analiso-os, processo que faz parte do jogo. Todos carregam sua beleza, embora exista quem encare um e outro com repulsa.
O ambiente tem um barulho ameno, que me carrega, me acalenta e distrai. Meu corpo me deixa ser levado pelo desconhecido e suas possibilidades. Posso acabar me sentando e sonhar um pouco. Eles também têm essa capacidade.
Seu início é um belo beijo no pescoço. O clímax acontece no orgasmo. Ou nos orgasmos, depende de qual for. Tudo isso em casa. Antes seleciono os melhores, pago no caixa e mal posso esperar para ler. Minhas visitas à livraria são sempre assim.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Sensações sem as quais não vivo
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2 comentários:
Quem não o conhece, nem imagina que Você é um exímio leitor, parabéns pelo ótimo texto.
Ps: Cidalia Corrêa
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