
É a porta abrindo, o cheiro de escola indo. Sai o tênis, a meia, o uniforme. De lado o que está nos bolsos, mochila pesada no chão.
Tiro meu almoço, falo com a Syang, beagle das mais elétricas, e preencho suas saudades e desesperos com um pouco de atenção.
O almoço esquento, como religiosamente, vou ver tevê. Friends, sempre. Risos escandalosos sempre. Depois ler um pouco, talvez?
Visto uma roupa pra ir na academia. Dessa vez a moleza não me conterá. Depois que entro lá, sei como é bom me exercitar, tão bom que precisa ser idiota para querer nunca mais voltar.
E essa cama, parada e prepotente, insolente e, apesar da rima de má qualidade, ausente. Ausente de gente, mas cheia de amor pra dar. Confortável. Com o sol batendo, dependendo do momento. Voluptuosa, até. Deitar não vai fazer mal. Cinco minutos no máximo, normal, eu aguento.
Abrindo meus olhos, boca seca, a cara amassada que diz como dormi: do jeito que caí. Preguiçosamente.
Não é só a cama, é a casa. Minha casa é para mim como a sua é para você. Acolhedora. Se a sua não for, algum lugar certamente vai ser. Aí está o ambiente que te chamará para um cochilo fora de hora.
1 comentários:
Você tá crescendo, rapaz. O seu texto tava tão massa, ma no final eu broxei.
Mesmo assim, ele ficou muito bom, sério mesmo.
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